Embalada a vácuo

Espartilho, o segredo do cinema

Sabe qual o segredo das estrelas de cinema abalar com cinturas tão finas?

Embaixo de qualquer figurino ou vestido “tapete vermelho” (Oscar) existe um espartilho dando forma e segurança mesmo para quem tem barriguinha tanque.

O verão esta repleto de cinturas marcadas pela modelagem ou cintos largos.

Chegou à hora do espartilho entrar em cena e garantir uma silhueta em alta definição como solução para momentos de festa ou muito especiais. Afinal esta peça intima carrega um componente erótico incontestável.

Corpo de Madonna

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O estilista francês Jean Paul Gaultier já tinha modelado o corpo de Madonna no final dos anos 1980, mas foi a estética de mulheres voluptuosas como a stripper fashion Dita Von Teese que avalizaram a retomada desta peça torturante, mas com apelo indiscutivelmente sexy.

Algumas pessoas consideram o uso do espartilho uma tolice feminina, mas o uso do antepassado desta peça de vestuário também apertava homens.

Cintura fina

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Na Grécia antiga, origem do invento, o espartilho destinava-se a ambos os sexos com a finalidade de se aproximar aos mitos de beleza da época, apolíneos rapazes e moças atletas.

A partir do Renascimento, o espartilho virou moda entre as classes abastadas e até os cavalheiros tiveram que se submeter à tirania do mecanismo em prol de uma silhueta majestosa.

Também os militares de alta patente até o início do séc. XX usavam espartilho para realçar o uniforme e o porte.

Esta obra de engenharia têxtil com a finalidade de comprimir certas partes da anatomia para realçar outras se popularizou nas cortes da Espanha para logo se espalhar entre nobres franceses e ingleses em vários formatos de ideal feminino de corpo: mulher guitarra, ampulheta ou vespa humana. Ainda não existiam as mulheres frutas.

Aperta mais

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O espartilho cria polemica há mais de 3000 anos

Quem não lembra a heroina do filme “O Vento Levou” Scarlett O’Hara sendo apertada por sua criada Mammy aos suspiros de “aperta mais”.

Isabel da Áustria, a famosa Sissi, a Imperatriz, era fanática por reduzir a cintura. Fazia dietas, exercícios e usava espartilhos radicais. A custo de muito aperto conseguiu uma cintura medindo 45 cm.

Os desmaios descritos nas literaturas românticas da época eram ocasionados pela peça apertada em excesso, sem deixar espaço para respirar ou movimentos bruscos.

As mulheres não podiam comer depressa (provocava soluços), não deviam sentar apressadas e nem dançar de forma acelerada, sendo proibido o uso nas fábricas pelas operárias.

Os espartilhos apertaram tanto as mulheres que Napoleão declarou que “o espartilho é o assassino da raça humana”.

No séc. XIX e nas primeiras décadas do séc. XX, os espartilhos se tornaram tão indispensáveis como os sapatos.

As sufragistas, a ginástica e o costureiro francês Paul Poiret, no início do século vinte conseguiram afrouxar o uso do espartilho, propondo mulheres com formas naturais sem nenhum sacrifício.

Espartilho atual

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Há um desejo de novamente idealizar o corpo feminino.

Por isto o salto agulha, os ombros marcados e a cintura afinada por espartilhos.

O espartilho faz parte do guarda-roupa de Lady Gaga, Beyoncé,entre outras celebridades red carped.

Muitas usam corsets – ou o corselet, sua variação, que não tem a capacidade de delinear a silhueta como o primeiro, mas ajuda.

Há quem use espartilho todos os dias, para forçar os dois pares de costelas flutuantes (que não se ligam ao osso externo) e, assim, reduzir as medidas da cintura.

Essa prática controversa é conhecida como tight lacing, ou laço apertado.

A volta desta peça nada tem a ver com submissão ou sacrifícios. Os novos espartilhos, moldados em materiais flexíveis, servem também como inspiração para cintos, cinturitas e cinturões de couro ou tecido envolvendo e destacando a cintura.

Parece até loucura uma peça que foi rejeitada pelo desconforto voltar ao uso, mas os sapatos de salto são igualmente torturantes e nunca saem da moda e nem dos pés das consumidoras.

Um corset atual não sai por menos de R$ 300 — e facilmente passa de R$ 1 mil.

Há relatos que em seis meses de uso algumas mulheres conseguiram a diminuição de cinco centímetros de cintura. O acessório é incomodo no início, mas acostuma. Só não pode nem dormir nem comer com o espartilho

Para os ortopedistas a prática pode afetar a respiração e levar a uma atrofia dos músculos do abdome e das costas, imobilizados pelo espartilho.

O espartilho também pode ser usada como um top aparente

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Só se fala em Lingerie na moda atual e o espartilho também é desta familia de roupas intímas que se atreveram a aparecer.

Como compor a peça sem ficar com look vulgar

Use combinado m roupas e cores neutras para não parecer uma vetedete de vaudeville.

Misture com jeans , saias retas, calças e roupas andróginas.

Para noite saias com tecidos fininhos ou calças amplas.

Evite misturar a outras roupas de caráter sexy. Evite tudo o que é muito justo ou tudo transparente.