Smoking Feminino

Vestida a caráter 

O smoking feminino completou 50 anos em 2016.

Esta criação de Yves Saint Laurent de 1966 relançando o traje merece ser comemorada.

Opção certa para as mulheres que precisam vestir traje a rigor, mas não cultuam os vestidos longos rebuscados.

É uma imagem de festa inspirada pela tendência “genderless” que reduz os gêneros masculino e feminino a uma só.

O smoking feminino clássico voltou as passarelas mais influentes, mais  elegante moderno, com calça skinny, salto alto e ar andrógeno.

O smoking nesta nova edição deixa a mulher mais alta, magra e com uma sensualidade requintada.

yves8

A opção do grau de masculinidade no uso do smoking é pessoal a cada mulher, mas o importante é não perder nunca a sensualidade dos opostos, usando e abusando de recursos ultra femininos ao vesti-lo.

O cabelo, a maquiagem, o salto alto, a bolsa e qualquer algum outro detalhe sexy  disfarça tão bem a versão masculinizada da roupa que parece que o smoking foi criado para as mulheres.

No lugar das calças compridas existe a possibilidade de shorts curtos ou retos até os joelhos com meias opacas e grossas ou saia lápis e a mini. .

Saltos altíssimos em sandálias, botas ou escarpam combinam  com o look.

As bolsas pequenas tipo vintage ou com detalhes de brilho também coordenam com o glamour da alfaiataria masculina.

Use este tipo de roupa em festas que pedem Black tie no convite, para jantar, ir ao teatro ou como convidada de casamento adequando os acessórios para cada tipo de evento.

Qualquer tipo de corpo veste bem o smoking. Por ser escuro e tapar os quadris fica liberado até para quem está fora de forma.

Historia do smoking

ysl- le-smoking608smoking-femme-YSLSmoking 1

A historia do smoking é do tempo em que fumar era considerado chique.

O termo específico utilizado em português do Brasil, smoking, origina-se do inglês “smoking jacket”, item de vestuário hoje relativamente raro, especificamente criado com o propósito de fumar tabaco, em geral na forma de cachimbos ou charutos. Este casaco tinha gola de cetim e era usado para não deixar cheiro de fumo na roupa diária.

Em inglês o smoking é conhecido como tuxedo (ou tux), uma vestimenta fina masculina em conformidade com o código “black tie” de etiqueta, segundo as convenções britânicas para eventos semiformais, atendendo à exigência de gravata-borboleta preta e paletó preto ou azul-marinho.

Sua história remonta ao ano de 1860, quando a empresa Henry Poole & Co. costurou uma jaqueta para o Príncipe de Gales trajar em jantares informais.

Em 1886, o Sr. James Potter, de Nova York, visitou o Príncipe Eduardo VII  e ficou tão impressionado com a vestimenta, que contratou Henry Poole para lhe fazer uma igual. Potter voltou para Nova York e começou a exibir seu novo traje em seu clube, o Tuxedo Park Club. Logo, outros membros da agremiação copiaram a roupa até ser adotada como uniforme informal para jantares. A denominação tuxedo originou-se daí.

Victor, Victoria

smoking-noir-et-col-lavalliere-l-incontournableSmoking Franchi-F15-056Smoking Giorgio-Armani-F15-146 smo

Hoje as mulheres andam normalmente de terno e calça comprida. Isso parece normal, cotidiano, mas durante muitas décadas do século XX  a mulher era proibida de entrar num restaurante ou num hotel vestida com calças compridas.

1_3088003aYSLsketchsmokingPic

Em 1966, na coleção verão da alta-costura, Saint Laurent lançou o smoking feminino que se fixou como marca registrada do estilista. Nas palavras de Pierre Bergé, “Chanel libertou as mulheres e Saint Laurent lhes deu o poder”, representado não só no smoking, mas também em outros clássicos, como os terninhos com pantalona.

O smoking, usado até hoje, foi uma provocação sexual, dirigida à mulher que queria ter um outro papel.

Marlene Dietrich, 1930. (Photo by Getty Images)

Porém Karl Lagerfeld alfinetou recentemente que o smoking feminino não deveria ser creditado a Saint Laurent porque: “esses smokings que ele fez já eram usados pelas lésbicas na década de 1920”.

Parece até maldade de inimigos de vinte anos, mas a verdade é que a primeira mulher a aparecer trajando um smoking feminino foi à atriz alemã Marlene Dietrich, em 1930,  no filme “Marocco”.