Porto Alegre do Passado é D+

Relembre o passado de Porto Alegre

Glamourosa época da rua da Praia

Na década de 1970, a Rua da Praia tinha flores e era limpa

Porto Alegre, de 1976

O calçadão da rua dos Andradas (Rua da Praia) possuía grandes vasos com flores, organizada e limpa.

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Outra foto do mesmo material mostra também o piso, sem remendos.

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Os quiosques esféricos de bancas de revista e os ‘orelhões’ em acrílico, modernos e ousados para a época, ficaram  na lembrança.

Mais uma foto da mesma época, retirada da capa de um guia antigo da CRT.

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Mais uma foto em preto e branco aparecendo bem os quiosques de jornais e revistas esféricos

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 Point´s gastronômicos que marcaram os anos 1980

 Joe’s

O comandante da Varig Omar Silveira da Cruz que fazia a rota Rio-Nova York em um Boeing 707, se espantava na metrópole americana com a popularidade das lanchonetes que serviam hambúrguer e milk shake.
E resolveu montar uma igual em Porto Alegre, em uma época que os McDonalds não eram populares ainda por aqui.
Em sociedade com dois amigos, importou todo o maquinário dos Estados Unidos.
Em 1960, na Rua Ramiro Barcelos, inaugurou o Joe’s.
Provocou uma revolução. Sucesso total.
Todo mundo fazia uma boquinha antes de ir para as casas noturnas.
O fechamento do Joe’s ocorreu no dia 4 de junho de 2011.
Anunciado para as 20h, teve de ser puxado para as 15h, porque os fãs, saudosos por antecipação, consumiram tudo o que puderam até o começo da tarde. O último proprietário, Luís Filipe Veiga da Costa, 44 anos, ficou comovido:
— Muita gente foi tirar fotos, inclusive comigo. Diziam: “Tenho de tomar o último milk shake”.

Rib’s

O Rib’s nasceu em 1974 e virou uma instituição para a “magrinhagem” (como eram chamados os jovens da época) dos anos 1980 na Capital.
Durou até 2002.
Todo mundo curtiu os hamburguers com molho de maionese à base de curry que o diferenciava das outras hamburguerias,
Um dos aficionados era o cineasta José Pedro Goulart, de 51 anos, autor do livro “Confissões de um Comedor de X”.

Pagoda

O frango à xadrez e barbatana de tubarão eram o top do restaurante da Rua protásio Alves, mas muita gente comentava na época que o dono do restaurante, o senhor Woodah Tong adorava uma churrascaria, saboreando o assado gaúcho sempre que fechava o seu restaurante.
O Sr. Tong ficou famoso por não deixar os clientes escolherem os pratos.
Olhava para a cara dos fregueses e decidia por si mesmo qual o mais adequado.
A comida chinesa do extinto Pagoda (fechou em 2011) era feita pela esposa do dono que era  japonesa!

Sanduíche Voador

O Sanduíche Voador, como o nome sugere, nasceu para ser uma telentrega de sanduíches.
O serviço a domicílio não deslanchou.
O que a clientela queria era aproveitar o ambiente do local, na Praça Dr. Maurício Cardoso, no Moinhos de Vento.
Aos poucos, a proprietária, Doris Grossman, e sua filha, Ana, criaram no Sanduíche um restaurante inovador.
As particularidades eram muitas, incluindo a decoração despojada, com louças diferentes para cada mesa.
Os garçons, em geral estudantes que trabalhavam poucas vezes por semana, adicionavam um ingrediente de informalidade ao serviço.
A originalidade se estendia à comida, com pratos do dia que não se repetiam por anos a fio.
Os sábados eram especiais: uma figura da sociedade era convidada a se assenhorar da cozinha e preparar os pratos.
Eu cheguei a fazer um prato lá: Crepes de camarão ao molho de agrião.
 O Sanduíche fechou em 2009.

Floresta Negra

O proprietário, o Sr. Fredolino Schirmer era famoso por desacatar os clientes.
Certa vez uma pessoa pediu um refrigerante para acompanhar a comida e o Sr. Fredolino esbravejando avisou que “com o meu filé capa preta ninguém toma Coca-Cola! “.
E expulsou o cliente do restaurante.
E não foi um caso isolado.
Fredolino parecia rude, mas era o jeito alemão dele
O Floresta Negra era famoso pelas delícias da cozinha alemã  preparadas pela mulher de Fredolino, Christa.
Marcou época, nos anos 1970 e 1980.
Eu frequentei pouco porque era caro para um estudante como eu na época, mas as vezes que fui “à convite” foram suficientes para me apaixonar pelo “filé capa preta” (um filé com molho de caviar), um sabor que ficou na memória de uma época em uma  Porto Alegre inesquecível.

Os cinemas de Porto Alegre

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O comercio em Porto Alegre

O fantástico comércio de rua da capital.
Em um tempo que não existia Shopping Center na cidade, estas lojas atraiam consumidores até do interior do estado, que vinham a Porto Alegre em busca de novidades.
Em tempos de E commerce vale recordar um período da cidade.
Galeria Chaves, Casa Coelho, Masson, Casa das Sedas, Sloper (meu primeiro emprego na loja de discos com a Cristina uma vendedora cult da época), Casa Lyra, Varejo Bromberg, Saco & Cuecão, Lojas Tabajara, Krahe, Casa Lú, Casa Louro, Loja Wollens, JH Santos, Hermes Macedo, Imcosul,Lojas Bier, Muguett, San Remo, Livraria do Globo, Guaspary, Casa das Canetas (vitrines sempre premiadas, feitas pelas irmãs Lutzemberg), Xangrilá, Falks, Coates, Parque Elétrico, Confeitaria Schiram, Allfred, Mesbla e muitos outros pontos comercias que faziam parte de glamourosos tempos que nunca mais voltarão.