Plataformas reveladas

A história dos sapatos plataformas

As plataformas popularizadas por Carmem Miranda estão presentes em muitos desfiles influentes para as próximas estações.

Uma boa noticia para todas as mulheres que adoram portar alguns centímetros a mais na estatura.

Mas bem antes das modelos se equilibrarem em plataformas gigantescas e Carmem Miranda rebolar usando modelos mirabolantes, a plataforma já elevava homens e mulheres em diversos períodos da história.

Acompanhe os passos deste artifício dos sapatos que insistem em se manter na moda.

 

As plataformas já serviram  para classificar os mais poderosos e foi proibido pelo Parlamento Britânico, em 1670 para mulheres casadas com a pena era de morte

Nos teatros da Grécia Antiga, quanto maior fosse o papel interpretado, maior era o salto do cothurnus, uma espécie de sandália feita com tiras de couro e base de cortiça criada pelos gregos duzentos anos A.C. e que hierarquizava os atores das famosas tragédias nas arenas.

No Japão, foram as getas que elevaram tanto homens quanto mulheres da superfície.

Elas serviam, a princípio, para livrar todo mundo do solo úmido ou sujo com lodo, mas passaram para o vestuário das gueixas como parte de suas apresentações. O acessório, que ainda hoje é um dos símbolos da cultura nipônica, podia chegar até vinte e cinco centímetros acima do chão.

Já na Europa medieval, a escalada aos céus era feita pelos kabkabs. Parecidos com as getas japonesas, serviam para livrar o usuário do chão molhado das casas públicas de banho. O barulho feito pelas solas de marfim, enquanto as pessoas andavam, foi o que deu nome ao calçado.

E logo foi a vez dos pattens para caminhar em ruas não tão limpas e livrar a barra dos longos vestidos de qualquer sujeira acumulada nas valetas.

Em seguida, os chopines tomaram o lugar com acabamentos mais elaborados.

Sapatos de plataformas elevadíssimas e decorados como pequenas joias eram usados pela nobreza para demonstrar superioridade.

Até Napoleão, dizem, ganhou trinta centímetros com o item.

Quatro séculos se passaram e a plataforma ganha seu primeiro registro no continente americano.

Mais precisamente na década de 1930 e bem mais parecida com a que conhecemos hoje.

A função estética recebeu destaque e o item aproveitou para garantir o conforto que os stilettos não conseguiam dar.

Celebridades como Marlyn Monroe e Carmen Miranda popularizaram o uso.

Salvatore Ferragamo aproveitou a demanda e lançou a Sandal Rainbow um verdadeiro ícone das alturas.

A peça foi criada em 1938, para Judy Garland.

Na década de 1970, elas retornam nos pés de Elton John a David Bowie, passando por Cher e chegando a Diana Ross.

 Bianca Jagger usando plataformas nos anos de 1970 no show dos Rolling Stones

Na geração 1990, as plataformas também tiveram o seu momento. 

Naomi Campbell usou modelagem tão alta que caiu na  na passarela de Vivienne Westwood.

O momento ficou eternizado por milhares de cliques vindos do pit e o sapato púrpura de quase vinte e três centímetros de altura virou estrela.

Destaque para os tênis plataforma da Baby Spice, nas Spice Girls e dos góticos e punks, como Marilyn Manson

 Iris van Herpen, Alexander Mcqueen e até a mais minimalista Stella McCartney entraram na lista dos que exploraram a criatividade dando novo olhar ao modelo.

Ainda no hall dos famosos, Lady Gaga que  pode até tropeçar com os modelos giga, mas não perde uma pose com o acessório nos tapetes vermelhos.

Hoje o boom é das flatforms.

Quase como uma volta ao modelo grego, mas com o toque esportivo atual.

Sandálias, tênis e sapatos deram uma elevada literal no visual.