O que aconteceu com o tailleur Chanel Rosa de Jackie?

O Vestido mais Triste da História

Depois de assistir ao filme “Jackie” ficamos sabendo o que ocorreu com Jackie depois da tragédia em Dallas.

Mas o que aconteceu com o tailleur rosa manchado de sangue que ela usava na ocasião?

Na exposição que eu visitei no The Metropolitan Museum of Art, em 2000 em Nova York, que expunha todas as roupas usadas por ela no período em que morou na Casa Branca, só faltou esta peça histórica.

O traje se tornou um emblema para o assassinato do seu marido e um dos itens icônicos da moda da década de 1960.

Jacqueline Kennedy usava um tailleur transpassado rosa morango Chanel no dia 22 de novembro de 1963, quando o seu marido, o Presidente John F. Kennedy foi assassinado em Dallas, Texas.

Acompanhava o conjunto um chapéu pillbox (sua marca registrada) da mesma marca.

A roupa ganhou muitos adjetivos como: “o famoso tailleur rosa incorporado na consciência histórica da América”, “o vestuário lendário da história americana” ou “emblema do fim da inocência”, eu considero a roupa mais triste da história da moda.

Jacqueline Kennedy foi um ícone de estilo, e essa roupa é indiscutivelmente a mais lembrada de todos seus itens de vestuário.

O tailleur rosa manchada de sangue usado por Jackie Kennedy ficará escondidos até 2103

Cinquenta e quatro anos após o assassinato de Kennedy em Dallas, poucas pessoas puseram os olhos sobre a roupa rosa que Jacqueline Kennedy estava usando.

Preservado em um cofre climatizado fora de Washington, a roupa e os acessórios, ainda manchados com o sangue de JFK, são mantidos pelo Arquivos Nacional sob severas restrições de família Kennedy e não pode ser visto até pelo menos 2103.

Junto ao tailleur e o chapéu pillbox estão os sapatos azul navy, a bolsa e blusa azul, incluindo um par de meias sujas de sangue que foram dobradas em uma toalha branca.

Estas peças pertenciam legalmente a filha Caroline Kennedy que após a morte de Mrs. Kennedy em 1994 , fez uma escritura de doação em 2003 para o Arquivo Nacional, com a garantia de que o conjunto de roupas não seriam vistos por pelo menos um século.

As peças chegaram em uma caixa de vestido acompanhada de um bilhete não assinado pela Sra. Janet Auchincloss.

A nota simplesmente declarava: “De Jackie: tailleur e saia-usada em 22 de novembro de 1963”.

A roupa chegou sem as luvas de pelica brancas e chapéu pillbox, perdidas no caos daquele dia.

“Parece que é novinho em folha, exceto pelo sangue” declarou o arquivista sênior Steven Tilley, uma das poucas pessoas que viram a roupa, para o Los Angeles Times.

O modelo Chanel já tinha sido usado pelo menos umas seis vezes, inclusive em 1962, na visita a Londres e no mesmo ano para cumprimentar o primeiro-ministro da Argélia.

“Este tipo de tailleur Chanel era o que todas as mulheres queriam ter no armário na época” contou o autor Nicole Mary Kelby, que dedicou a pesquisas sobre a roupa rosa de Mrs. Kennedy para o seu romance, “ The Pink Suit”.

“A roupa rosa é o único símbolo daquele evento histórico”, disse Carl Sferrazza Anthony, um historiador de primeiras-damas.

“Basta alguém ver para em um instante, saber ao que se refere”

No avião de volta para Washington, com o tailleur rosa endurecido pelo sangue do marido, a Senhora Kennedy se recusou a vestir “algo mais limpo”.

Quando um assessor do governo sugeriu que ela mudasse de roupa, a Sra. Kennedy acenou negativamente com a cabeça e falou: “Deixe-os ver o que fizeram.”

Depois que Jackie voltou para a Casa Branca em 23 de novembro, seu tailleur e os acessórios foram colocados em um saco d roupas e guardado sem lavar presumivelmente por seu pessoal mais próximo.

A roupa usada por Jackie era uma tailleur Chanel montado por Chez Ninon, um salão de costura da Park Avenue que criou muitas de suas roupas, para assim aparentar patriótica (comprando suas roupas do U.S., em vez de França).

Os tecidos, modelagem, botões e guarnição para o tailleur vieram da Chanel em Paris e foi costurado no Chez Ninon usando o sistema de “linha por linha” da Maison Chanel, de acordo com a biografia autorizada de 2010, escrita por Justine Picardie sobre Coco Chanel.

Karl Lagerfeld confirmou que foi uma cópia “linha por linha”, quando a assessoria da maison é completa.

“Temos todas as provas” para confirmar que a roupa não é uma “Chanel pirata” (knock-off em inglês).

Para o filme a Maison Chanel buscou em seus arquivos a modelagem original e o tom de rosa original para dar mais realismo aos filme.