Jóia nos pés

O sapato que ilustra este artigo é feito de ouro maciço e diamantes, encomendado pela joalheria inglesa The House of Bourgezie

O projeto foi executado pelo designer de joias britânico Christopher Michael Shellis e é chamado de Eternal Borgezie Diamond Stilleto, elaborado em ouro maciço e 2,2 mil diamantes

A sandália levou cerca de três anos para finalizar e custa cerca de 100 mil libras (mais de 400 mil reais).

Mas não são precisos tantos materiais preciosos para fazer de uma sandália um produto de luxo.

Para muitas mulheres os sapatos tem a mesma importância de uma jóia.

Com tanta expectativa, o estilista de acessórios tem que ter uma criatividade de ouro para atender tantas exigências de mudanças.

Estes artistas além de criar beleza, tem que pensar na utilidade.

Todo mundo sabe quem é Yves Saint Laurent, Dior ou Gaultier, mas poucos conhecem os criadores de acessórios, complementos hoje tão ou mais importantes que as roupas.

Marcas de sapatos femininos famosas

OS TOPS

Christian Louboutin

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Favorito das celebridades internacionais que adoram mostrar seus sapatos com solado vermelho, saltos altíssimos de 12 centímetros com preço médio de R$ 4 mil.

O francês tem na lista de clientes Angelina Jolie, Katie Holmes, Nicole Richie, Nicole Kidman, Gwyneth Paltrow e Mary-Kate Olsen são apenas algumas das famosas que não resistem às criações do designer,

Os pares elogiados pelo recorte exato e salto agulha altíssimo e de ergonomia perfeita custam caros e são fabricados na Itália.

O modelo Lady Rings foi lançado por €1.290. Outros pares chegam a custar em média no Brasil R$ 3,5 mil.

Famosas como Victoria Beckham, Angelina Jolie, Scarlett Johansson e Blake Lively, que até foi homenageada com um par que recebeu seu nome, não desgrudam de seus Louboutins.

Jimmy Choo

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Imigrante malasiano radicado na Inglaterra, Choo construiu um império do luxo avaliado em US$ 800 milhões. A consagração se deve a personagem Carrie Bradshaw, interpretada por Sarah Jessica Parker no seriado “Sex and the City”, que foi responsável de divulgar seu trabalho. Virou referência em filmes como “O Diabo Veste Prada” e em uma música de Beyoncé. Como reconhecimento de sua contribuição para a moda no Reino Unido, foi condecorado como oficial da Ordem do Império Britânico, em 2002. Os preços de seus calçados podem chegar ao valor de um carro popular. A princesa Diana, cliente fiel teve um papel importante na construção de sua marca.

Walter Steiger

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Walter Steiger é um designer de calçados suíço que ficou conhecido por seus projetos exclusivos e inovadores que revolucionaram a indústria de calçados. A marca existe desde 1932 e já trabalhou em parceria com diversos estilistas famosos como Calvin Klein, Oscar de la Renta e Karl Langerfeld.

Charlotte Olympia

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Filha de uma brasileira, a designer Charlotte Olympia Dellal também arrasa. Mesmo sendo um nome recente no universo dos sapatos, já é uma das marcas de sapatos femininos mais famosas.

Reinventando modelos já consagrados, os sapatos Charlotte Olympia também apresentam uma característica que os tornam bem famosos pelo mundo: a meia pata, que em muitos modelos apresenta a cor dourada ícone da marca.

Manolo Blanik

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Tudo começou com o seriado Sex and The City. As criações do espanhol deixavam a personagem Carrie Bradshaw, interpretado por Sarah Jessica Parker, louca para estourar o cartão de crédito nos calçados que tem preços na faixa dos US$ 7 mil.

O preferido das modelos internacionais, cantoras como Madonna e elegantes em geral, nasceu em 1943 em Santa Cruz, Ilhas Canárias. Estudou literatura na Universidade de Genebra e depois se mudou para Paris, onde passou 1968 estudando arte na Cole do Louvre. Após curta temporada em Londres em 1970 foi para Nova York e em 1971 desbundou os editores de moda americanos com um portfólio

Os seus esboços de calçados fizeram tanto sucesso que Diana Vreeland,  editor-in-chief  da Vogue americana apresentou seus desenhos a um fabricante italiano. O encontro resultou na primeira coleção.

No mesmo ano mudou-se para Londres e começou a vender suas criações em lojas próprias e também criando para os bambambãs da época: Ossie Clark, Perry Ellis, Calvin Klein, Yves Saint-Laurent, entre outros.

Nos anos 1980 abriu loja em Nova York utilizando couro colorido, muitos adornos e saltos altíssimos.

Desde esta época veste os pés mais badalados do mundo e seus sapatos são delicadamente chamados de “manolos” pelas clientes.

ESTILISTAS DE BASE

Charles Jordan (1883 –1976)

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A empresa de Charles Jordan nasceu em 1921, como uma pequena fábrica de calçados, em Romain, na região do Dorme, na França. O negócio prosperou, especialmente nas vendas do feminino, fazendo com que depois da Segunda Guerra Mundial seus três filhos se juntassem a ele. Em 1957, abriram a primeira “butique” (como se chamava na época) em Paris.

Em 1957 a exigente Casa Dior concedeu a licença à empresa para desenhar e fabricar os sapatos Dior.

No final dos anos 60 e início dos setenta a grife ganhou imagem de vanguarda na campanha publicitária clicada pelo fotógrafo surrealista Guy Bordinha. Nesta época a Charles Jordan vendeu milhares de pares dos modelos “Máxime” (um escarpin de salto baixo, bico quadrado e laço de cetim e o “Mádl” (Um sapato de plataforma com salto grosso e gáspea alta de verniz vermelho ou preto.

Salvatore Ferragamo 1898 –1960

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O fundador do império Ferragamo nasceu em Bonito, próximo a Nápoles. Começou muito cedo a trabalhar com um fabricante de calçados.

Aos dezesseis anos juntou-se a seus irmãos na Califórnia, para fazer sapatos feitos à mão para o American Filme Companha.

O trabalho foi o trampolim para atender os desejos em sapatos de atrizes e atores, com encomendas particulares.

Rápidamente se tornou o sapateiro preferido de nove entre dez estrelas.

Em 1923, foi para Hollywood trabalhar para a Universal Studio, a Warner e a Metro-Golding-Mayer, criando nesta década sandálias romanas que se amarravam nos tornozelos,

Em 1927, voltou para a Itália e abriu em Florença uma oficina com sessenta funcionários, inaugurando a primeira produção em escala industrial de sapatos feitos à mão, vendendo para clientes de todo o mundo.

Nas suas oficinas foram criados o salto “Anabela “ em 1938, que levava o nome de uma estrela popular da época, os solados plataforma e o apoio de metal para os saltos altos. Introduziu a cortiça, renda, bordados, seda crua, tafetá, conchas de caracol, tiras finas, ráfia, cânhamo e náilon nos sapatos como opção ao couro.

Em 1947 inventou o “sapato invisível “, feito com cabedal em náilon transparente e salto dourado em forma de “F”.

Ferragamo sempre abusou de novas experiências e em 1957 já criara mais de vinte mil modelos e registrado 350 patentes.

Roger Vivier 1907- 1998

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Nascido em Paris, França, estudou escultura na Cole dês Beal Artes, em Paris, até receber um convite de amigos para desenhar uma linha de calçados.

Em 1936 trabalhou para outros fabricantes, até abrir seu próprio atelier no ano seguinte. Nesta época Vivier criava modelos para muitos fabricantes de peso como Bally e Delmas, que recusou um de seus modelos com plataforma em estilo chinês que logo depois foi aceito pela costureira da hora na época, Elsa Schiaparelli.

Após concluir o serviço militar aceitou o convite da Delmas nos Estados Unidos para trabalhar com exclusividade.

Em Nova York, em 1942, abriu com Suzanne Remi uma respeitável chapeleira francesa, uma chapelaria, já que além dos sapatos Vivier estudou a técnica de fazer chapéus.

Em 1945 cria o sapato de cristal. Ao retornar a Paris em 1947, aceita ser o desenhista do departamento de calçados da Maison Dior.

Durante este tempo as criações de Vivier foram as que tiveram maior influência na moda, graças a originalidade de cada coleção.

Foi ele quem introduziu na moda modelagens como a Mule, inspirada em chinelos de quarto do século dezoito.

Em 1957 criou sapatos altos com salto de couro e bico com recortes de muito sucesso.

Inovou com saltos circulares de strass, sapatos anabela e sapatos bordados com missangas.

Nos anos 1960 lançou sandálias africanas e sapatos com fivela de madrepérola, casco de tartaruga ou prata, transformando o modelo em marca registrada da casa.

Também é considerado um gênio na habilidade de posicionar e equilibrar saltos inovadores e novas texturas.

Prada

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A Prada nasceu em 1913, quando Mario Prada fundou em Milão, Itália, uma sofisticada loja de artigos de couro. Finas bolsas, malas e acessórios fabricados com couros vindos da Áustria e ferragens importadas da Inglaterra e objetos de tartaruga e madeira trazidos do oriente atraíram a aristocracia europeia como clientes.

Depois de comercializar durante quarenta anos artigos de luxo, nos anos 1950 a Fratelli Prada entrou em declínio até, Miuccia Prada, neta do fundador, assumir nos anos 1970, o controle dos negócios.

Formada em Ciências Políticas pela Universidade de Milão, e na época militante e membro do Partido Comunista Italiano, entrou na moda meio a contragosto.

Revolucionária, começou as mudanças substituindo o couro por um material sintético, desenvolvido nos Estados Unidos chamado Nylon Pocket, em modelagens básicas, limpas e utilitárias onde se destaca um triângulo de metal esmaltado com a marca Prada. Estas bolsas se tornaram marca registrada das modelos, editoras de moda, celebridades em geral e mania internacional.

Em 1985 para ajudar na venda das bolsas, Miuccia lança um a coleção de sapatos femininos, outro sucesso.

Incentivada pelo marido e sócio Patrizo Bertoli, decide criar a primeira coleção de prêt-à-porter. A inspiração veio da arte e do baú onde guardava antigas roupas da mãe. Um ar retrô, formas simples, cores discretas e tecidos tecnológicos abriram espaço para um estilo copiado em todo o mundo, o “Antilook”

Em 1993 surgiu a Miu Miu com uma proposta mais jovem e novas tecnologias nas roupas e sapatos. Dois anos mais tarde investiu no mercado masculino.

Gucci

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Não pense que a influente Gucci é um novo e criativo designer no mercado de moda.

A empresa já existe desde 1906, quando a chapelaria da família faliu e Lucio Gucci resolveu abrir uma selaria em Florença, Itália.

Sucedido pelos filhos e netos, a Gucci redesenhava tradicionais acessórios de couro com motivos equestres.

O sucesso chegou a galopes. Em 1925, lançam a bolsa saco, em 1932, tornam popular o famoso sapato mocassim com um detalhe de metal dourado, na forma de estribo preso à gáspea.

Nos anos 196o, os produtos da empresa se tornaram mania em todo o mundo. Os dois “Gês” entrelaçados, as tiras de algodão em verde e vermelho e os detalhes de sela nos calçados e bolsas foram motivos de muitas cópias, tantas que a Gucci precisou um tempo e o estilista americano Tom Ford para transforma-la novamente em uma das empresas mais rentáveis do mercado de moda.

Patrick Cox

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Patrick Cox nasceu em Edmonton, Canadá em 1963. Abandonou a ambição de ser um dentista quando descobriu as danceterias de Toronto. A maneira de vestir chamou a atenção de um estilista local que o convidou para produzir seus desfiles.

Sem encontrar os sapatos que queria para a coleção no Canadá, começou a transformar sapatilhas compradas no China Town de Toronto. O resultado era tão bom que o próprio estilista que o contratou sugeriu e incentivou a um curso de design de sapatos no Cordwaiters College, em Londres.

Durante os estudos teve a sorte de encontrar um dos assistentes de Viviane Westwood, desesperado atrás de sapatos para o desfile de temporada.

Cox aproveitou a oportunidade e ofereceu três pares que havia desenhado. Nesta época, Westwood era contra as plataformas, mas as modelos adoravam os sapatos de Cox, dobrando a estilista que permitiu na passarela um sapato dourado com uma gigantesca plataforma coberta de Cox, que acabou virando notícia e marca registrada de Westwood.

Quando Cox se formou em 1985 já tinha dúzias de sapatos seus desfilando na London Fashion Week, com os estilistas mais famosos.

Em setembro de 1991, abre sua primeira loja em Londres e no ano seguinte cria um espaço especializada em mocassins de cores brilhantes.

O sucesso foi tão grande que gerou cópias de todos os tipos. Esperto, Cox comprou a produção de uma fábrica italiana que o copiava com perfeição e colocou sua etiqueta transformando em originais e conseguindo mais produção

No outono de 1996 vendeu um milhão de pares da coleção “Tanabi”, incentivando a uma coleção de roupas.

Nesta época também lançou sandálias Melissa desenhadas para a indústria gaúcha Grendene.

Chanel

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Em 1957, Gabrielle Chanel introduziu o sapato de dois tons, o slingback.

58 anos mais tarde Karl Lagerfeld trouxe de volta para o inverno de 2015 e já é considerado o sapato mais quente da temporada.

Existem boas razões para usar o lendário sapato Chanel. Os dois tons encurtam o pé e alongam a linha das pernas.