Homens de saia, e porque não?

Homens, preparem suas pernas.

A saia voltou à cena

Só Jesus salva!

Para usar uma saia precisa ser muito macho e ter muita personalidade.

Quem adota curte visual excêntrico, único entre os demais.

E atenção, chama mais atenção do que qualquer outra roupa.

E ela apareceu de novo, só que agora com a assinatura de Riccardo Tisci (Givenchy Man), o que dá uma enorme credibilidade a peça.

Tisci é o estilista preferido atual da Madonna.

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Inspirado pela cultura das gangs americana, ícones religiosos e o ambiente das prisões nos Estados Unidos, Riccardo Tisci criou para a Givenchy saias mais masculinas (se é que se pode “qualificar” assim) que lembram túnicas ou panos amarrados.

Um modelo digamos “viril” porque combina elementos da alfaiataria com calça.

Mais uma tentativa de tornar a peça utilizável, pelo menos na Europa alguns homens apostaram na peça.

Mas será que um dia a saia para homem se tornará popular?

Hedi Slimane  apostou em saias quando desenhou o masculino da Dior.

Slimane é o equivalente masculino a um John Galliano e inclusive influenciou Karl Langerfeld a perder quarenta quilos para entrar em suas roupas.

Marc Jacobs é outro apaixonado pelas saias. Usa direto.

Institucional ou não, as saias também balançaram nas pernas masculinas nos desfiles de Marcelo Sommer, Jum Nakao e Ellus, na São Paulo Fashion Week.

A saia é o grande tabu da moda masculina.

Quando um estilista quer ganhar notoriedade na mídia, coloca os homens de saia na passarela.

Apesar da saia masculina ainda ser pouco vista nas ruas (principalmente do Brasil) dificilmente tem uma temporada de desfile que a peça não apareça de maneira reinventada.

No outono-inverno 2014/15 em Paris, Yohji Yamamoto fez uma leitura artsy: flores coloridas pintadas à mão em tecido com caimento fluido.

Em Londres foi a Alexander McQueen que as trouxe, só que em comprimentos mais curtos e sobrepondo calças.

Aqui no Brasil, durante alguns SPFW, Alexandre Herchcovitch propôs saias masculinas.

É estranho que a saia vestida em homens ainda cause espanto

Foram os próprios homens os primeiros a usar saias para depois passar para as mulheres.

Desde a antiguidade que os homens vestiam túnicas ou saias, como os egípcios, mas a saia masculina aceita até hoje como símbolo de masculinidade é o Kilt, de origem escocesa.

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Justin Bieber e Marc Jacobs adotaram as saias

Kanye West usando um modelo de Saia Masculina durante show! Outros rappers americanos já aderiram o item ao visual também.

Desde o século XIX, a saia Kilt é um símbolo da Escócia

Seu nome correto é kilt quando xadrez, mas ao contrário do que muitos sobre sua origem não é da Escócia e sim da Irlanda.

Quando gaélicos da Irlanda migraram para norte/oeste da Escócia se tornou traje típico, espalhando para o mundo.

O saiote escocês ou Kilt, é a adaptação de uma túnica de lã chamada “Plaid”, criada pelos celtas.

o Kilt não é bem uma saia, originalmente ele era usado para proteção contra o clima úmido e frio, típico do país.

Geralmente era feito de lã escovada, que absorvia a água, “xadrez” Tartan e era preso ao corpo, como se fosse um manto.

Dai vem o nome “kilt”, que a palavra significava “prender uma roupa no corpo”.

O tecido de lã que confeccionava o manto, com comprimento até o joelho chamado de “tartan” (quadriculado, em língua celta) acabou virando a saia Kilt.

O Costume Institute do Museu Metropolitan de Nova Iorque fez exposição recente chamada “Bravehearts-Men in skirts”

A mostra confirmou que as “unbifurcated garments” (saias) são roupas de macho.

Faltou na exposição do Metropolitan a contribuição do arquiteto brasileiro Flávio de Carvalho, contemporâneo de Tarsila Amaral e Oswald de Andrade, que em 1956, vinte oito anos antes de Jean Paul Gaultier lançar a saia masculina, desfilou pelo Viaduto do Chá, com um “traje de verão” constituído de saia pregueada, blusa de náilon listrada de verde-amarelo, meia arrastão e sandália de couro.

Após a performance do artista pelo centro de SP, a peça continuou aparecendo em outras circunstâncias com o passar dos anos, como no movimento “Que o Homem Saia“, em desfiles masculinos nacionais e internacionais e recentemente com o ilustrador carioca André Amaral Silva, que foi proibido de usar bermuda no escritório onde trabalha e optou por driblar a regra e o calor usando uma saia.

Com o passar dos anos o uso foi se popularizando, recebendo variações de modelagem, estampas, tecidos e sendo incorporado ao lifestyle masculino.
Mas ainda são raros os homens que teriam a coragem de vestir uma saia.

As saias de Givenchy

Será que agora pega?

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