Estilistas franceses que mudaram a moda

Todo mundo sabe que a França é o berço da moda mundial, mas nem todos entendem a razão

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E isso não tem a ver apenas com a quantidade de grifes francesas que se transformaram em grandes marcas de luxo, mas também com a qualidade de talentos que o país gerou e que contribuíram para a evolução da sociedade.

ROSE BERTIN (1747 – 1813)

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Rose Bertin é considerada a primeira estilista de nacionalidade francesa na história da moda mundial, além de ter sido a favorita de Maria Antonietta e a responsável pela expansão do estilo candy rococó da realeza francesa, que até hoje inspira coleções e desfiles de todo mundo.

Sua boutique na Rue Saint-Honoré em Paris foi um dos endereços mais badalados da corte internacional e muitos afirmam que Rose é, sim, a verdadeira fundadora da Alta Costura

COCO CHANEL (1883 – 1971)

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Coco Chanel é conhecida pela sua personalidade arrojada.

A estilista – que começou sua carreira confeccionando chapéus – libertou as mulheres da silhueta rígida e conservadora dos espartilhos no final do século 19, dando à elas a oportunidade de usar roupas mais leves, brincar com os elementos do guarda-roupas masculino e impor uma nova conduta de liberdade social feminina.

CHRISTIAN DIOR (1905 – 1957)

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Foi através da sua criação mais icônica, o “New Look”, que Christian Dior rompeu com a austeridade e o sentimento de crise da Segunda Guerra Mundial, desenhando uma coleção inspirada na beleza da anatomia feminina em ode à feminilidade.

Além de redefinir a silhueta de uma era, substituindo saias rentes ao corpo por modelos voluptuosos (leia-se godê) cheios de movimento, doçura e liberdade.

ELSA SCHIAPARELLI (1890 – 1973)

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A grande rival de Coco Chanel, Elsa Schiaparelli foi uma das primeiras estilistas a assumir o flerte inevitável da moda com a arte. Seu romance com a escola surrealista e os artistas que faziam parte dela, como Salvador Dalí e Jean Cocteau, abriu alas para boas doses de inserção da fantasia na moda e diversas colaborações artísticas que inspiram designers do mundo inteiro até os dias atuais.

RENE LACOSTE (1906 – 1996)

French tennis player Rene Lacoste, shown in this undated file photo, died at the age of 92 in a hospital at his hometown of St. Jean de Luz, southwestern France, according to his daughter, Sunday, Oct. 13, 1996. Lacoste, who dominated the tennis world in the 1920's and 1930's and created the famed Lacoste sport shirt with the crocodile emblem, won seven major singles titles in his career: Wimbledon twice, the U.S. open twice and the French Open three times. (AP Photo)

Não necessariamente um estilista, mas um empreendedor e visionário, o ex-jogador de tênis, René Lacoste, transformou o esporte em moda. Primeiro, suprindo as necessidades atléticas do vestuário esportivo e depois consagrando certos sucessos – facilmente inclusos na lista de básicos essenciais de qualquer pessoa, como a camiseta pólo.

YVES SAINT LAURENT (1936 – 2008)

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O franco-algeriano, Yves Saint Laurent, foi um dos nomes mais transgressores da história da moda.

Se Coco Chanel libertou as mulheres, YSL deu à elas o direito de igualdade ao entender o impacto que a criação do Le Smoking feminino teve no mundo.

Além disso, Saint Laurent também era um grande entusiasta do prêt-à-porter influenciando o modo de consumo da sociedade nos anos 60.

JEAN PAUL GAULTIER (1952)

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Assim como Thierry Mugler, Jean Paul Gaultier é super apaixonado por excentricidades.

Calibrando o humor francês com o culto do improvável, o estilista – apelidado de L’enfant Terrible, por ter sido um talento prodígio – sempre celebrou o ‘não convencional’ e a diversidade, seja de gêneros, raça, estilos ou beleza, escancarando tabus na indústria da moda e do luxo.

HEDI SLIMANE (1968)

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Sua paixão pelo rock’n’roll revolucionou o guarda-roupas masculino do século 21.

O estilista e fotógrafo, Hedi Slimane, enquanto Diretor Criativo da DIOR HOMME em meados dos anos 2000, resgatou a silhueta skinny – inspirada nos Mods dos anos 1960 – redesenhando o shape do estilo dos homens por meio de calças ajustadas, paletós de lapela estreita, gravatas finas e ternos alinhados.

NICOLAS GUESQUIERE (1971)

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Talvez o impacto da moda de Ghesquière, somando suas passagens pela Balenciaga e Louis Vuitton, ainda não seja tão visível no cotidiano.

Contudo, as criações do estilista definitivamente redirecionaram a indústria contemporânea abrindo um novo leque de possibilidades vestíveis, por meio de materiais orgânicos, novas tecnologias e o ‘redescobrimento’ de uma moda futurista alinhada com as necessidades do presente.