Símbolos de Status

Acessórios de destaque

As bolsas femininas que foram criadas para enfeitar e facilitar a vida das mulheres chegam ao século XXl como símbolos de status entre as consumidoras apaixonadas por este acessório de moda.

Foi Chanel quem nos ano 1920/30 deu esta importância para as bolsas. Mas a história é antiga

Cronologia das bolsas

Durante muito tempo na história as mulheres não usaram bolsas.

As saias eram tão volumosas que permitiam bolsos que guardavam tudo o que elas precisavam.

Foi após as revoluções francesas e americanas no final do século dezenove que as bolsas se incorporaram definitivamente na vida diária.

Graças à simplicidade da moda império, cheia de vestidos diáfanos e transparentes, contornando cada curva feminina e eliminando os bolsos nas roupas a bolsa virou top..

Para carregar os pertences as mulheres adotaram saquinhos presos nos quadris por cordões de seda como as primeiras bolsas, e que não foram abandonadas mesmo quando mais tarde a moda feminina se voltou a saias exageradas.

Bolsas em alta

  • Durante a Idade Média, as bolsas começaram a ser usadas para carregar itens indispensáveis aos hábitos da época.
  • As masculinas eram feitas de couro para carregar documentos e papeis importantes. As femininas, bem menores, armazenavam rendas e materiais de costura ou para carregar remédios, leques, tabaco, rapé, chaves, escovas de cabelo e algumas foram especialmente desenhadas para armazenar relíquias e livros de oração (conhecidas como bolsas relicários).
  • As pochetes eram pequenas e chatas e presas bem rentes à cintura.
  • Já os sacos eram maiores e suspensos por longos cordões, muitas vezes chegando abaixo dos joelhos.
  • Nesta época a cidade de Caen, no noroeste da França, tornou-se famosa pela alta qualidade dos sacos e pochetes que produzia.
  • Durante o século dezesseis a demanda por bolsas cresceu de tal maneira que confecção de bolsas surgiu por toda a Europa.
  • Neste período surgiram os pockets (bolsos), peças criadas especialmente para uso feminino.
  • As mulheres do século dezessete tinham o costume de carregar espelhos, sais de cheiro, garrafas de bebidas, leques, etc.
  • Porém estes bolsos não eram desenhados para carregar dinheiro.
  • Para tal fim foi criado um receptáculo especial chamado pocketbook ou bolso de livro
  • No final do século dezoito, a moda evoluiu e os vestidos passaram a apresentar uma silhueta marcada, na qual não havia lugar para bolsos carregados de objetos. Foi para resolver este problema que uma nova bolsa passou a ser um item indispensável no guarda-roupa: a retícula.
  • Um jornal de Londres comentando este novo acessório, em 1804, declarou: “Enquanto os homens carregam suas mãos em seus grandes bolsos, as damas têm bolsos para carregar em suas mãos”.
  • A moda do século dezenove ditava que as retículas deviam ser confeccionadas do mesmo material das roupas
  • Em 1807, uma publicação de moda francesa comentou: “As ‘indispensáveis’ ainda estão na moda e na mesma cor dos vestidos”.

    A moda mudou novamente nas décadas de 1860 e 1870. As saias largas, com crinolina, caíram de moda dando lugar às anquinhas, que exigiam, novamente, uma silhueta delgada.

  • Em 1880, a princesa Alexandra, filha do Rei da Dinamarca, tornou popular o uso das chatelaines.
  • Criadas a partir de conceitos medievais, estas pequenas e delicadas bolsas causaram um grande impacto na moda, no final do século dezenove. As chatelaines eram usadas penduradas na cintura favorecendo cinturas minúsculas.

    No final do século dezenove, a industrialização invadiu o mundo da moda. Fabricantes anunciavam todos os tipos de sacolas, bolsas e carteiras em uma imensa variedade de materiais, estilos e preços.

  • A importação de materiais permitiu o surgimento de bolsas feitas de das mais variadas peles de animais e répteis. Bezerro, foca, leão marinho, lagarto, jacaré e crocodilo eram algumas das mais populares.

Em 1880, o couro da moda era o de jacaré

  • A Bloomingdale’s oferecia bolsas deste material em todos os formatos com pequenas variações de tamanho que indicavam seus usos específicos: como bolsas de mão, bolsas de ópera, bolsas para noite, etc.

    No início de 1900, as mulheres começaram a ter uma participação mais ativa na vida diária das famílias.

  • Ainda que muitas das compras fossem entregues e pagas a domicílio, começaram a surgir grandes bolsas de couro, conhecidas como “bolsas de compras”.
  • A invenção do automóvel e a facilidade das viagens de trem foram responsáveis pelo surgimento das bolsas de viagem. Feitas de couro, em uma variação das bolsas de compras, estas eram feitas para acompanhar os viajantes e não eram entregues aos carregadores. Por volta de 1900, as bolsas haviam se tornados tão indispensáveis às mulheres quanto nos dias de hoje.
  • No início do século vinte, com o desenvolvimento da industrialização, a facilidade de locomoção mundial e, por conseguinte, do aumento das exportações, uma grande quantidade de novas e atraentes bolsas passaram a ser comercializadas por toda a parte. As bolsas tornaram-se um acessório indispensável ao mundo fashion, com novos e diferentes modelos surgindo a cada estação, especialmente desenhadas para ocasiões especiais e, mesmo, para específicas horas do dia.

Must Have

Must have em ingês que define o “desejo de ter alguma coisa” é um termo muito usado nas revistas internacionais e acho que combina com itens tão chiques e caros.

A cada temporada modelagens se destacam e aparecem nas mãos mais glamorosas do mundo fazendo que legiões de mulheres se convertam a determinadas bolsas específicas.

Porque isto acontece só o marketing explica!

Para os rapazes que não entendem está dependência a novos modelos de bolsas por parte das mulheres, a necessidade é comparável a adoração dos homens a automóveis de luxo.

Muitos sonham com Ferrari, mas nem sempre alcançam.

Para as mulheres o sonho é mais acessível embora (infelizmente) que somente para as privilegiadas financeiramente.