Madame Bijuteria

Desde que Chanel, em 1924, clonou suas joias para fantasias feitas de pedras sem valor e metal banhado em ouro que a moda da bijuteria não para de lançar novos estilos a cada estação.

A esperta costureira aproveitou a queda da bolsa de Nova York para criar o produto mais procurado na época.
Chanel lançou uma coleção de ” bijouterie fantaisie”, que são bijuterias com design especial, porém feitas com materiais não preciosos. Essa forma de produção barateava seu custo e fez com que mais mulheres pudessem se enfeitar numa época onde as jóias eram um símbolo máximo de status.

A moda da bijuteria de certa maneira acompanha a economia.
Se o mundo está rico as bijuterias crescem em tamanho e esplendor.
Se a grana anda curta diminuem de tamanho e tentam copiar a joalheria.
Quem acompanhar a moda do século vinte vai notar este equilíbrio.

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A bijuteria nos períodos históricos

Anos 1920

A economia esta em alta. Tempo das melindrosas. Os bijus que marcam o período são longos colares de perolas e brincos pingentes. Hora de aparecer.

Anos 1930

A quebra da bolsa de Nova York empobrece os consumidores. Anéis, colares e brincos pequenos e discretos tentam copiar joias de família.

Anos 1940

A Segunda Guerra Mundial entristece o mundo. Destaque para brincos botão, pulseiras e colares carnavalescos. Quanto mais falso, melhor.

Tempo de crise vale a criatividade.

Carmem Miranda influenciou a moda desta época.

Anos 1950

Apogeu do “american style of life” e do “New Look” Dior. Tudo lembra Hollywood. A bijuteria cresce e aparece.

Colares exagerados de Elizabeth Taylor, torsades de murano de Ava Gardner, brincos de argola de Gina Lolobrigida, broches de Audrey Hepburn, pulseiras de Grace Kelly.

De dia ouro, de noite pedrarias.

Anos 1960

O volume aumenta e um futurismo toma conta da bijuteria. Metal lustroso, bolas e formatos sugerindo um passeio a Marte. A economia está em alta.

Anos 1970

O mundo cai na real. A insatisfação de diversos setores da sociedade e a guerra do Vietnam revela um mundo em crise. Hora de voltar às raízes.
Um estilo influenciado pela geração hippie elabora bijuterias com matérias naturais ou orgânicos.

Anos 1980

O dinheiro aparece. Novas fortunas são criadas da noite para o dia nas bolsas de valores ou no mercado da informática.

O lema é aproveitar a vida e a bijus se transforma em uma arma. De tão grande e exuberante cunhou a expressão “perua” para algumas mulheres que exageravam na dose.

Anos 1990

Fim de século. Hora de fazer um balanço. As bijuterias se acalmam e por pouco não desaparecem do consumo.

O mantra “menos é mais” quase enfartou os empresários do setor.

Estilo 2019

A bijuteria neste novo século serve para consolidar um estilo ou tendência. Muitas propostas são oferecidas para que cada consumidora possa escolher o que mais favorece ou para transformar o look sem trocar de roupa.

Nem tudo que brilha é ouro

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Bijuterias não competem com as joias.

Joias são joias.

Bijuteria é para se divertir, joias são para impressionar.

Muitas famosas por suas joias poderosas já foram flagradas com bijuterias. Jaqueline Kennedy Onassis ostentava sem medo um brinco de falsos brilhantes em forma de flores.
Diana, a Lady Di, circulou com um colar de pérolas fantasia.
Até Elizabeth Taylor (a rainha dos brilhantes) e a Duquesa de Windsor (melhor cliente da Cartier nos anos 1940) deslumbraram com falsos brilhantes.

Tudo feito pelo estilista americano Kenneth Jay Lane, o Saint Laurent das bijuterias, que apresentou este tipo de produto para os Vips internacionais.

Dicas

  • Qualquer roupa parece étnica com o estilo hippie chique. Cascalhos de sementes e resinas, fragmentos de bambu, pedras de sândalo, metais e até penas de pavão promovem qualquer visual básico a tendência de moda.
  • Quer ficar mais chique com a mesma roupa? Adote colares mais volumosos e pulseiras que voltaram com tudo. Multicoloridos, em tom sobre tom ou cordões de perolas curtas ou longas misturadas com cristais.
  • Mas se o luxo precisa ficar evidente, brincos ou colares de cristal garantem um visual sofisticado, tudo sem mudar de roupa. Sacou a importância da bijuteria? Elas fazem parte do visual de quem quer ficar em sintonia com a moda sem gastar muito.