Beijos fatais

O batom, preferência de 9 em cada 10 mulheres é um aliado quando o assunto é beleza e sedução

Mas nem sempre ele foi tão festejado.

Os primeiros batons levavam chumbo na composição, fatais para quem usava e para quem beijava estes lábios mortais.

 O uso do batom surgiu no Egito, com Cleópatra

A rainha egípcia, Nefertite, também era adepta de pintar os lábios.

Prova disso, é o busto exposto no Museu de Berlim, que mostra Nefertite usando batom.

No Egito Faraônico, as mulheres usavam “púrpura de Tyr” para pintar os lábios.

Os indícios mais remotos do uso de algo para pigmentar os lábios são encontrados no Antigo Egito, em 5000 a.C.

Tratava-se de uma substância natural denominada “púrpura Tyr”, usada pelas mulheres das altas classes sociais, a qual era capaz de realçar significativamente a cor dos lábios.

Algum tempo depois, também na civilização dos faraós, foi criada a pigmentação vermelha, obtida a partir do óxido de ferro.

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Durante vários séculos, usar algo para colorir os lábios foi um sinônimo de sensualidade e más intenções.

Na Grécia, durante o século II, foi criada uma lei que proibia as mulheres de utilizar pigmentações na boca antes do casamento.

Muito tempo depois, em 1770, a Inglaterra acabou proibindo de vez tal prática.

A explicação era simples: moças que coloriam os lábios tinham um grande poder de sedução capaz de enganar os homens. Nessa época, somente prostitutas e algumas atrizes extravagantes faziam uso dos pigmentos.

O nome batom deriva de uma palavra de origem francesa e significa bastão.

Tal denominação surgiu a partir da criação do perfumista Rhocopis, o qual desenvolveu uma massa composta por talco, óleo de amêndoas, essências de bergamota e limão, na cor vermelha, dando origem ao primeiro batom da história.

Tal nome é justificável pelo fato de Rhocopis ter colocado seu produto em uma embalagem cilíndrica de papel de seda, algo parecido com um bastão.

Foi no começo do século XX que o batom conquistou seu lugar cativo na lista de objetos indispensáveis da mulheres, época em que o mesmo começou a ser vendido embalado num tubo e vendido em cartucho na cidade de Paris.

A partir daquele momento, a difusão do uso do batom pelo mundo inteiro era apenas uma questão de tempo.

No século XIII, um monge de Piza descobriu o carmim de Cochinella, pigmento vermelho insolúvel em água, que deu novos ares ao batom.

Mas foi Rhocopis, um perfumista francês, quem inventou o chamado “bàton serviteur”, um tipo de massa feita de talco, óleo de amêndoas, essências de bergamota e limão, e de cor vermelha, que passou a ser usada por mulheres para colorir a boca.

Inicialmente, o batom era visto como vulgar e usado apenas por atrizes e mulheres da vida. Mas, depois de um tempo, o produto se popularizou e conquistou o público feminino.

O batom ganhou de vez o mundo durante o século XIX. As donas de casa, mulheres de família, só adotaram oficialmente o produto durante a Primeira Guerra Mundial.

Em 1921, foi lançado, em Paris, o primeiro batom em tubo. E em 1930, os estojos de batom se tornaram sucesso de vendas nos Estados Unidos.

Uma curiosidade interessante sobre o batom é que, em 1770, o parlamento inglês proibiu o uso de pigmento nos lábios por achar que o batom era um artifício para seduzir e manipular os homens. Pintar os lábios já era costume na Renascença.

Os batons eram feitos de algum tipo de pasta venenosa que continha chumbo.

Após a Revolução Francesa as mulheres continuavam a se maquiar, mas sem batom, com ênfase na beleza natural.

Qualquer tipo de realce era visto com desconfiança

Na década de 1890 o batom começou a ganhar terreno e a loja Sears os anunciava como uma mistura inofensiva para dar cor aos lábios e faces.

Mas muitos não eram.

Era usado chumbo, anilinas e outros produtos químicos perigosos para a saúde.

Só após 1938 que o Congresso Americano conseguiu aprovar uma lei federal para regulamentar a fabricação dos batons depois que um artigo no Saturday Evening Post levantava a possibilidade de um envenenamento em massa, não só nas mulheres que usavam o batom, mas em todos os homens que as beijavam.