A Linguagem das Bolsas

Bolsas reveladoras

Os sapatos revelam muito de uma pessoa

Podem contar onde andam e até o perfil de quem os calça.

A partir da escolha de um par de calçados, uma mulher pode parecer esportiva, clássica, perua ou sexy, ou tudo isto no mesmo dia, bastando mudar o acessório.

Mas se o calçado vende a imagem, uma bolsa passa estilo.

Sapatos podem ser trocados a toda hora, de acordo com a roupa, a bolsa não. Elas carregam uma parte da vida afetiva e profissional no seu conteúdo, alem da solução para muitas emergências, da acetona ao cartão de crédito.

Trocar de bolsa é complicado

Geralmente só são trocadas na hora da festa por modelos mais sofisticados. Usadas tão próximas das mulheres e durante tantas horas, a bolsa tem mais história que um par de sandálias e pode definir melhor o perfil de quem as carrega.

Cada pessoa tem o seu modelo fetiche e mesmo que a moda mude, vai achar algum estilo similar em qualquer tendência.

Bolsas também estão mais ligadas à intimidade que a roupa. A bolsa feminina carrega objetos íntimos e segredos delicados. Mexer em uma bolsa feminina se assemelha à violação.

Alguns psicanalistas consideram que o apego das mulheres pelas bolsas tenta suprir a falta que experimentamos de ficar separados da mãe ao nascer. A bolsa seria um prolongamento do corpo que não deixa a mulher desprotegida em nenhum momento.

O fato é que as mulheres não se sentem seguras sem ter uma bolsa nas mãos. E dependendo da modelagem, pode se conhecer um pouco de quem  usa. 

Diga-me com quem andas e te direi quem és

Bolsa a tiracolo

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Quem?

Clássica, utilitária é adequada para mulheres práticas. Traduz  uma imagem profissional e competente. A necessidade de liberdade.  Ideal para quem tem estilo formal e também para o trabalho. Não é bolsa de moda e sim utilitária.

Onde?

No diário, nas compras, quando usar as mãos para sacolas ou pasta executiva.

Como?

Combina com paletós, roupas formais, profissionais e também com os básicos diários. Não é bolsa show, pois a modelagem se preocupa com o conforto. 

Bolsa de alças curtas

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Quem?

Mulheres que gostam de ter a bolsa sob controle. Exige confiança pois alças curtas podem causar uma imagem artificial.

Onde?

Na atividade diária em bolsas tipo sacola ou baguete e a noite estilo anos 1960.

Como?

Use com roupas modernas ou sofisticadas, de acordo com estilo da bolsa. 

Bolsa grande

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Quem?

Mulheres que precisam ter seu universo à mão. Ideal para as que carregam a vida e escritório nos ombros. Passam imagem de eficientes e com respostas para tudo.

Onde?

No trabalho, no dia a dia, vestindo roupas informais.

Como?

A silhueta no corpo deve ser alongada para equilibrar o volume da bolsa. Calças e saias mais longas e justas, tops alongados e camisas ajustadas fazem bom contraste.

 Mochilas

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Quem?

Pessoas que curtem o conforto e gostam de manter as mãos livres. Priorizam a função ao design. Carregam muitos itens e se vestem informalmente. Mochilas traduzem a irreverência da juventude.

Onde?

Mochilas podem ser usadas em qualquer lugar. As grandes são adequadas para usar durante o dia, pequenas em cetim ou metalizado, perfeitas para  noite.

Como?

Vista mochilas com roupas básicas ou urbanas.

 

Bolsa chiquérrima

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Quem?

Pessoas que buscam status. A grife serve de código entre os consumidores. Um “carteiraço” em sociedades onde as figuras são anônimas. Um aviso que quem está portando teve dinheiro e bom  gosto para comprar. Mas aparências enganam. Alto percentual de bolsas de grife que circulam são falsas.

Onde?

Bolsas de grife podem circular em qualquer canto do planeta com a procedência nobre reconhecida.

Como?

Bolsas de grife são caras, mas levam a vantagem que combinam com qualquer sapato e produção de roupa. Também contamina de glamour qualquer roupa básica ou simples.