A Bruxa anda solta

Bruxas Urbanas

A moda e as mulheres descobriram que se inspirar em fadas e princesas é coisa para adolescentes.

Para encarar o mundo real o melhor é assumir a atitude de bruxas e feiticeiras: elas falam firme e sem medo, tem vontade própria e olham de frente.  Talvez por isso provoquem medo.

Mas não espere bruxas rebeldes.

Em alguns casos, a bruxaria de butique é tão sofisticada quanto o antigo seriado “A Feiticeira”.

Tarô e Ocultismo na moda internacional

Elementos do tarô e símbolos do ocultismo pontuaram nas coleções da Gucci e Dior, entre outras com roupas inspiradas em bruxas urbanas.

A arte de descortinar o futuro está se tornando uma obsessão, graças a crise mundial e a incerteza do dia seguinte.

A moda como um espelho de nossas atitudes também está sintonizado no astral.

A italiana Maria Grazia Chiuri, transformou em desejo itens de influência esotérica – as referências foram tão literais que, no desfile de alta-costura da Dior, as cartas de tarô faziam parte do cenário da apresentação.

Ela  uniu as feiticeiras com um discurso feminista, incluindo na camiseta a frase da feminista negra Chimamanda Ngozi Adichie: “We should all be feminists”.

A própria Chimamanda foi ao desfile da Dior e apoiou a iniciativa. Evidentemente que a autora não achou que a camiseta por si só resolve alguma coisa, mas considerou o lembrete válido, tipo um bom outdoor.

 As “bruxas rebeldes”

Nem precisa consultar as cartas para sacar que a trend vai ser um sucesso

Mas superstição na moda não é material inédito.

Christian Dior visitou uma vidente pela primeira vez em 1919, aos 14 anos.

Desde então, boa parte de suas escolhas foi pautada por sua fé no misticismo: a abertura da própria marca, por exemplo, só se deu após consulta com a adivinha Madame Delahaye, uma das várias mulheres que o acompanharam durante sua carreira.