Nada substitui a seda natural
A seda virou febre nos desfiles mais descolados do mundo
Neste próximo inverno a seda sobe promovendo o brilho do material a qualquer hora e no próximo verão chega valorizando a transparência do pano.
Os motivos da paixão pela seda vão da beleza e brilho do tecido, à leveza, o caimento perfeito, sensual e principalmente pelo contato com a pele.
Nada é igual à seda pura
Todos estes elogios têm um custo alto, mas seda é sempre elegante e elegância nunca sai de moda.
Pense na seda além dos vestidos de festa
Um vestido básico, uma camisa (ou muitas) perfeita, uma calça de festa, saias com volume, blusas amplas ou até um terninho.
Um luxo caro, mas que vale o investimento. Combina com jeans, moletom e com parcerias mais sofisticadas.
Nos acessórios, a seda também abala. Além de echarpes que criam um look novo a cada troca, sapatos e bolsas com forração de seda ficam bem sofisticados.
Da natureza para o consumidor
A seda pura é um tecido totalmente natural.
O fio que produz a seda vem de um casulo feito pelo bicho-da-seda, uma mariposa especial que se alimenta unicamente de folhas de amoreira.
O casulo é obtido por uma secreção expelida por duas glândulas localizadas na cabeça na forma de filamento duplo. O fio forma um novelo (como do de lã) que pode ser desenrolado perfeitamente.
Este fio é tão fino e leve que é preciso algo em torno de 3.500m a 4.500m para se obter um único grama.
Para 1 kg de seda são necessários de 6 kg a 7 kg destes casulos.
Rota da seda
A seda foi descoberta na China, em 2.640 A.C pela imperatriz Hish-Lin-Shi. Na antiguidade a seda só era produzida na China.
Qualquer pessoa naquele país que revelasse o segredo do bicho-da-seda era executada como traidor.
Por todo o Império Romano, a seda valia seu peso em ouro.
Nos anos 300 D. C., a Índia passa a conhecer o segredo da seda.
Uma princesa chinesa ao casar com um príncipe da Indonésia contrabandeou ovos de bichos-da-seda e sementes de amora entre as pregas de seu véu.
Por volta de 550 d.C. o Imperador Bizantino Justiniano enviou dois monges numa missão secreta à China.
Eles voltaram dois anos depois e trouxeram escondidos em suas bengalas de bambu o tão aguardado tesouro – ovinhos de bicho-da-seda.
Acabou-se o segredo, chegando ao fim o monopólio da seda.
No Brasil, a seda foi introduzida no século XIX durante o reinado de dom Pedro I, no município de Itaguaí, no Rio de Janeiro.
Trate bem a seda
Lavar
- Melhor lavar a seco.
- Em casa, lave com sabão neutro e água morna (por volta de 30º C).
- Manuseie sem apertar nem torcer.
- Não use secadora e nem exponha ao sol ou calor excessivo.
Passar
- Coloque um pano entre o ferro de passar e a seda. Tente passar na direção dos fios do tecido, à temperatura máxima de 130º C, aproximadamente.
- Se achar necessário usar vapor, mas bem pouco.
Remover manchas
- Nunca friccione um tecido de seda para tirar manchas e não utilize alvejantes. Também não ferva e nem deixe de molho.
- Como medida de urgência, coloque a seda em cima de um pano seco, com a mancha virada para baixo.
- Por cima, dê umas batidas com pano úmido, sem esfregar.
- Depois lavar a seco urgente.
Guardar
- Evite guardar em locais úmidos ou expostos à luz e proteja contra as traças.
- Proibido sacos plásticos para guardar. Use sacos de TNT ou tecido leve clarinho.
- Use cabides com revestimento de espuma ou guarde-a dobrando o menos possível.