Uma Brasileira em Paris

Esta loira linda  e chique, com cara de francesa, é Ana Clara Garmendia

Gaúcha de Bagé e diplomada pela PUC do Rio Grande do Sul em 1991, começou sua carreira jornalistica em Curitiba, Paraná.
Ana é credenciada pela Câmara Francesa de Moda e acompanha  todos os desfiles, da alta-costura ao prêt-à-porter parisienses, desde 2007 gerando conteúdo para revistas de moda brasileiras.

Além dos desfiles,  desenvolve um trabalho de “olheira” de moda rua.

Já trabalhou para a Vogue, mas atualmente é correspondente da Elle Brasil com entrevistas e artigos, diretos de Paris, além de assinar no site da revista uma coluna chamada “Moda Real”.

Ana circula em todos os cenários mais exclusivos da moda e você pode acompanhar o seu cotidiano real nas stories do Instagram @anagarmendia ou no

 anaclaragarmendia.blogspot.com , que traz cenas de street-fashion e a moda das passarelas com milhares de acessos feitos por formadores de opinião e consumidores de moda.

Em dezembro de 2013, Ana lançou seu primeiro livro: “Retratos de uma Cidade do Século 21”, traduzida em cinco línguas e vendidas em muitos países pelo mundo.

Conversei com a Ana para decifrar e contar para vocês se é verdadeira a imagem que o mundo têm das mulheres francesas, sempre chiques, mesmo com roupas manjadas.

E como chegar lá!

Paris por Ana

Como uma observadora da moda street você consegue identificar o que diferencia a francesa – que sempre foi festejada pela aparência e estilo de vida, das mulheres de outras partes do mundo?

E qual é esta diferença?

Eu acredito que  a grande diferença da mulher francesa é sua simplicidade e requinte no vestir.

Ela é extremamente exigente com a pureza das formas e o material que vai usar.

Não importa se ela vai repetir 200 vezes o mesmo casaco, o que vale é a maneira como ele foi feito, a marca, a história que ele carrega.

Isso é cultural. Franceses são apegados à moda. Ela faz parte do cotidiano deles.  É atávico.

 

A França de Yves Saint Laurent e Christian Dior atualmente se curva para estilistas como Dema Gvasalia ou Simon Porte Jacquemus, símbolos e voz de uma safra de estilistas que desenham a estética da moda integrada à realidade, e de certa maneira esnobando o glamour que sempre foi a marca do prêt-à-porter francês. A sofisticada moda “Made in France” corre perigo ou precisa urgente deste oxigênio?

Precisa urgente desse oxigênio.

A moda muito sofisticada já não cabe mais no life-style de hoje nos tempos de transporte em comum, de igualdades entre os gêneros, idades, enfim, quem está na moda hoje é quem não liga mais para ela e os estilistas que entenderam isso estão ganhando o terreno fortemente.

O calendário de moda está mudando datas, formatos e estilistas que entram e saem dos ateliers famosos. Parece, aos consumidores, que a moda está querendo se reinventar para não perder espaço no mercado. Desta nova geração de estilistas, quem você acha que vale a pena seguir? 

Glenn Martens da Y Project.

Cite cinco coisas que só Paris tem?

 O senso comum de liberté, egalité , fraternité.

Um bom croissant

A loja Astier de Vilatti

Água de graça ( obrigatória) nos restaurantes e bares.

O mil folhas da Brasserie Lipp.

Para quem vai viajar para Paris, liste cinco peças que não podem faltar na mala para qualquer mulher se sentir  com um visual de “francesa”?

Um trench-coat cáqui . Um cashemere preto gola V ou alta. Um foulard. Uma calça preta seca. Uma boa camisa branca.

O que é ser elegante nos dias de hoje?

Ser elegante independe de onde você está e para onde você vai.

É mais do que estar dentro do modismo.

É estar bem ‘dentro’ de você mesmo, sem forçar a barra.

É pegar um metrô às 20h para atravessar Paris como se você estivesse na classe executiva para Londres.

Tem a ver com a maneira natural que você enfrenta as diferenças que enfrentamos no nosso dia-a-dia do que com a maneira que você carrega uma bolsa cara.

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