Roupas com história para contar

Desde pequenos gostamos de uma boa história e passamos a vida encantados com livros, filmes e novelas que nos envolvem completamente.

As roupas também tem muito para contar.

Conheça a história de algumas peças do vestuário

Maiô

A palavra vem de maillot de bain, nome francês dado às roupas de banho feminina e masculina.

A peça surgiu no fim dos anos 1920, quando o banho de sol passou a ser considerado saudável.

Tinha uma modelagem que cobria as coxas e parte dos braços e era feito de tecidos grossos e permeáveis, como a lã.

O problema destas primeiras matérias primas eram que se deformavam quando molhadas adquirindo peso e custando horas para secar.

O maiô só pode entrar na água com prazer a partir da descoberta das fibras têxteis que chegaram nas roupas de banho no final dos anos 1940. O fio Helanca foi uma revolução e permitiu modelagens fantásticas já que o material colava ao corpo e secava rápido.

Smoking

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As mulheres ganharam o smoking pelas mãos do estilista francês Yves Saint Laurent, que no ano de 1966 apresentou sua versão do conjunto, que os homens já usavam desde o fim do século 19.

Nos anos 1990, Tom Ford criou para a grife Gucci um modelo mais sexy, com tecidos brilhantes e cintura supermarcada.

O traje tradicional masculino é composto de camisa branca, gravata borboleta e faixa de cetim preta.

Salopete

Foi criada para vestir operários e lenhadores por volta de 1890.

Feita de jeans e com amplos bolsos no peitilho, ela era a vestimenta ideal para suportar trabalhos pesados.

Em meados de 1940, caiu no gosto de alguns estilistas e começou a ganhar novas interpretações, com saias e shorts e tecidos mais leves.

No fim dos anos 1960, no apogeu da cultura hippie e da moda unissex, entrou definitivamente no armário feminino.

Camisa branca

Originalmente masculina, a camisa se tornou item do guarda-roupa feminino, na década de 1930, graças à estilista francesa Chanel.

Atrizes de cinema como Katherine Hepburn, adotaram e ajudaram a difundir este básico nos armários femininos.

Nos anos 1980 com ombreiras virou uniforme de trabalho.

Hoje frequenta até ambientes nobres.

Sharon Stone desfilou pelo red carpet com uma camisa e saia de tafetá e Carolina Herrera fez desta peça de roupa sua marca pessoal. Nas fotografias de divulgação veste a camisa com muita sofisticação.

Colete

Foi inventado no século 18 e só homens usavam. As mulheres adotaram a peça no fim do século 19.

Vestiam com saias e blusas.

Nos anos 1960, cresceu (maxi-coletes) e apareceu.

Saia-calça


A peça, que tem o conforto da calça e a feminilidade da saia surgiu aos anos 1940, quando as mulheres a usavam para andar de bicicleta

Originalmente era a calça dos operários franceses.

No final do século 19, passou a ser usada pelas mulheres para a prática esportiva.

Na década de 1930, ela era bem rodada e as divisões entre as pernas eram quase imperceptíveis.

A peça virou moda nos anos 1940, quando as saias passaram a ter menos tecido e as mulheres precisavam de uma roupa prática para pedalar de casa para o trabalho.

Tomara-que-caia

Feminino e sensual, esse tipo de decote é muito comum em roupas de festa, mas também pode ser usado no dia-a-dia em blusas, vestidos e até mesmo macacões

Embora seja uma variação dos corseletes do século 15, o tomara-que-caia como conhecemos hoje surgiu em 1946, quando o figurinista Jean Louis criou um modelo de cetim para a atriz Rita Hayworth usar no filme Gilda.

Nos anos 1950, o estilista Balenciaga fez esse decote com corpo justo e saia rodada, que é copiado até hoje.

Graças as barbatanas e da estrutura rígida, o tomara-que-caia afina a cintura e mantém a postura reta.

Rendingote

O Vestido-casaco é usada pelas mulheres desde o início do século 20.
O redingote inicialmente era um casaco de montaria usado pelos homens europeus no século 18.

O traje ia até os joelhos e tinha gola generosa.

Depois de 1775, foi adotado pelas mulheres, tornando-se longo e acinturado.

Além de aquecer, protegia os vestidos em passeios de carruagem.

Foi durante a Primeira Guerra que o casaco passou a ser usado como vestido. Na época, os gastos com roupas eram vistos como supérfluos por causa da escassez de tecidos.

Trapézio

Lançado por Yves Saint-Laurent, lembra o vestido linha A, mas tem forma de tenda, ampla e rodada.

Bermuda

A origem da palavra vem do nome de Juan Bermúdez, descobridor do arquipélogo das Bermudas.

A peça surgiu e se popularizou quando os ingleses encurtaram o comprimento da calça nas colônias de clima quente, por volta de 1920.

Primeiramente, as mulheres usavam saia-calça, mas depois a peça evoluiu para a bermuda.

 Macaquinho

Versão curta e feminina do macacão, peça criada na segunda metade do século 19, nos Estados Unidos, como um uniforme de operários.

Nos anos 1970  ganhou esse novo comprimento, mas foi na década seguinte, quando diversas grifes lançaram suas versões, que o macaquinho ganhou destaque.

Pantalona

Chanel popularizou nos anos 1930, foi uniforme das trabalhadoras nos anos 1940, e das hippies dos anos 1970.

O nome é derivado de pantalon, palavra que significa calça em francês.

Começou a ser usada na década de 1940, quando as mulheres tiveram de trabalhar fora para substituir os homens que foram para a guerra.

Minissaia

Não se sabe ao certo quando a minissaia foi inventada, mas foi na década de 1960, pelas mãos da estilista britânica Mary Quant, que ela se tornou popular.
Nascida em 1934, em Londres, ela abriu sua loja Bazaar numa rua badalada daquela cidade, a Kings Road. Começou revendendo roupas, mas logo passou a desenhar modelos modernos e acessíveis, que fizeram a cabeça dos mais jovens. Suas criações coloridas , simples e bem coordenadas eram símbolo da moda jovem britânica.

Em 1962, tornou popular a minissaia e criou meia-calças coloridas, blusas caneladas, calças e saias saint-tropez e cintos usados nos quadris.

Sua coleção de roupas de PVC (espécie de tecido maleável feito de cloreto de polivinila), conhecida como “Wet” (molhada), foi um sucesso estrondoso de vendas, principalmente com tops de crochê sem mangas, que iam até a cintura.

Mary Quant criou desde roupas íntimas até coleções para grandes cadeias de lojas, e mais tarde dedicou-se a criar malhas para indústria japonesa.

Um dos grandes segredos de suas roupas era não fazer distinções de classe e de idade.

Junto com Courrèges, Mary Quant revolucionou a moda, mas, ao contrário do costureiro francês, ela ficou só no domínio do prêt-à-porter.

Muitos atribuem a ela a invenção da minissaia e, apesar de esta ser uma questão controvertida, é inegável que foi ela quem divulgou essa moda da Inglaterra para o mundo.

Casaco Saharienne

Criado por Yves Saint Laurent, em 1968, em sua coleção inspirada na África – daí seu nome vir de Saara (em francês, sahara), maior deserto do continente.
Também  conhecido como casaco safári, a saharienne é uma versão sexy e feminina do uniforme dos soldados ingleses usados na guerra Anglo-Boer, entre 1899 e 1902, ocorrida na África do Sul.

Depois disso, a peça passou a ser usada nas expedições pelas savanas e desertos dos países africanos pelos exploradores.