Museu da cor

 A BIBLIOTECA DE CORES DE HARVARD TÊM MAIS DE 2.500 PIGMENTOS COLETADOS AO REDOR DO MUNDO

São mais de 2.500 amostras de pigmentos concentrados em pequenos frascos, alojados em altos armários de vidro.

Fundado em 1927, o The Straus Center for Conservation and Technical Studies abriga itens distintos, incluindo pigmentos japoneses coletados em 1930.

   
Diferente de muitos outros departamentos, “The Straus Center for Conservation and Technical Studies“, na The Harvard Art Museums, em Cambridge, Massachusetts (Estados Unidos), pode ser visitado enquanto seus pesquisadores trabalham.
O criador, Edward Forbes, deu início à Forbes Pigment Collection, parte do The Straus Center, quando passou a coletar amostras em suas viagens ao redor do mundo de pigmentos de escavações de Pompeia e até o raro Lápis-lazúli, encontrado no Afeganistão.
Seu interesse pelas cores pintou ao comprar um quadro renascentista do famoso artista italiano Rafael, em 1899.
Quando notou que a pintura estava se deteriorando, iniciou um processo de composição das tintas e obras clássicas, deterioração das cores e busca por materiais necessários para sua preservação.
A coleção, que parou de acumular amostras após a Segunda Guerra Mundial, começou a recolher, recentemente, substâncias contemporâneas que surgiram nos últimos 70 anos, incluindo sintéticos.
“Queremos analisar como são os pigmentos sob o microscópio, e entender quimicamente todo o processo, como evoluem e envelhecem”, comenta o cientista e conservador Narayan Khandekar.
E complementa: “Eles podem contar uma história, e sua preservação e estudo pode ajudar a manter a arte e seu valor inestimável no futuro.”