Íntimo e pessoal

De nada adianta usar os novos lançamentos da moda com roupas íntimas antiquadas  

Encare como o perfume.

Ninguém enxerga, mas ajuda a compor o visual.

E quem enxergar, certamente vai achar o resultado mais sexy.

FOI CALVIN KLEIN QUE TRANSFORMOU A CUECA EM ITEM SEXY DO FIGURINO MASCULINO GRAÇAS  AS CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS COM MODELOS SARADOS.

Se Ralph Lauren “glamourizou” a básica camiseta polo, Calvin Klein fez o mesmo pelo underwear masculina.

No  filme “De Volta Para o Futuro”, o personagem de Michael J. Fox (Marty McFly) retorna por acidente à década de 1950 e a mãe começa a chama-lo de Calvin até o final do filme. Depois de ler o nome “Calvin Klein” em destaque na sua cueca, ela imagina que este seja seu nome, já que era comum no passado  bordar o nome nas roupas para identificar o dono.

Desde a  década de 1980, quando a empresa Calvin Klein Underwear lançou sua linha de roupas íntimas, com a assinatura Calvin Klein gravada no elástico da cintura,. que a marca é referência de bom gosto, na hora de exibir o que vestimos “por baixo”.

Mas o sucesso, além do  design diferenciado, aconteceu pelas ousadas campanhas publicitárias e a pioneira em anunciar cuecas em outdoors.

Item Fashion

Assim como a lingerie feminina, a roupa íntima masculina tem se tornado um item fashion

David Beckham e Cristiano Ronaldo

Durante muitos anos os homens usaram ceroulas, umas cuecas até a canela, ou o modelo de pernas conhecido no Brasil por “samba-canção”.

A popularização da cueca slip com aberturas frontais aconteceu nos anos 1960 para acompanhar o formato das calças jeans.

A partir daí as cuecas ganharam notoriedade e grifes poderosas.

Com a moda das calças de cintura baixa, a Calvin Klein foi a primeira das grandes marcas a trazer nas cuecas tradicionais e boxers uma tira de elástico com seu logotipo para ser mostrada. Armani, Versace, Diesel e Dolce e Gabbana também se tornaram grandes marcas da roupa íntima masculina.

O setor de roupa íntima masculina na França teve um crescimento no ano passado abaixo do 1%, com 447 milhões de euros, menos de 20% do total do setor do lingerie feminina, mas anuncia um futuro promissor, conforme recente estudo sobre lingerie masculino do Instituto Francês de Moda (IFM).

Mudança estética

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Na história o que existe de mais próximo a underwear atual são vestimentas usadas por homens das cavernas, tecidas em linho em forma de triângulo, com tiras nas pontas e amarradas ao redor dos quadris e laçada por entre as pernas.
O linho era o único tecido lavável disponível até o século XVI, e só na década de 1930 ganharam opções da flanela e algodão.
Foi no século XX  que as cuecas ganharam formatos de shorts, mais curtas das que eram usadas por militares da aristocracia inglesa.
Elásticos permitiam conforto e modelagens como a samba-canção (boxer), extremamente populares na década de 1980, modelos slips, ciclistas, boxers e shorts.

 

A roupa íntima masculina se divide em três categorias – a básica “clássica”, o “lingerie” mais sedutor e o “meio-termo”, normalmente a mais comprada.

A variedade de modelos é grande: podem ser do tipo samba-canção, boxer, tradicional, slip e fio-dental.

As modelagens destas peças se transformam pela mesma finalidade do lingerie feminina.

Mudam pela estética, liberdades e sobretudo para servir de suporte para as roupas.

Quando as calças estavam fartas e com pregas nos anos 1980, as cuecas “samba-canção” de tecido serviam de “recheio” para os volumes da época.

Neste momento que a predominância é de calças ajustadas, o modelo ideal são cuecas justas na perna, sem costuras, que não marcam em tecido fino.

Mas, acompanhar a moda das cuecas vai além da estética e sedução.

Existem peças com tratamento antibacteriano, antialérgicas e geralmente são modeladas inteiras, com o mínimo de costuras possíveis para não irritar a pele.