Coincidências Fashion

Vale a pena ver de novo

Na foto acima o modelo em p&b é de Geoffrey Beene e o colorido da Céline, muitos anos depois

A moda é cheia de referências mesmo nas coleções internacionais

Entre um desfile e outro é normal pintar uma estranha inspiração.

Influências não são cópias

O paradoxo da pirataria: A cópia na indústria da moda incentiva à criação stylo urbano-2

É impossível para um estilista nacional (ou qualquer país fora do hemisfério norte) não receber energias do que já foi lançado nos centros de moda um ano antes.

A moda é globalizada.

Geralmente o que agradar em Londres, também pode ser sucesso em São Paulo.

Hoje a maioria dos humanos veste semelhante.

A primeira vez que visitei Paris era fácil identificar os estrangeiros porque usavam jeans.

Hoje todos vestem jeans, o francês, o inglês,  o carioca e o mundo.

Os estilistas precisam repetir algumas fórmulas dos colegas estrangeiros para se inserir nas tendências (que são internacionais) ou ficam fora de moda ou do mercado consumidor.

Por isto “referências” são encaradas como normal no mercado de moda, até quando as coincidências beiram a cópia.

Nicolas Guésquiere, o atual estilista da Louis Vuitton copiou descaradamente um casaco de um artista japonês famosos pela “weareable art”

Se “inspiração” fosse “crime” Karl Langerfeld seria o chefe da quadrilha já que repete em todas as coleções as formulas consagradas de sucesso criados pela  costureira Chanel.

Uma discussão acalorada envolve o mundo da moda. Lazaro Hernandez, um dos estilistas da grife Proenza Schouler defende projeto de lei para proteger designers de cópias de suas criações. A ideia é reforçar os direitos autorais dos criadores e, assim, desencorajar imitações idênticas.

 

O projeto de lei divide opiniões. Muita gente acredita que, se aprovado, pode gerar processos insignificantes.

Do outro lado, há quem defenda que nenhum designer está livre de ter seus modelos copiados.

Essa coisa de ‘inspired’ é polêmica

Copy, inspired ou difusão de tendências?

Tudo na moda é um pouco “‘nada se cria, tudo se copia”, então fica difícil falar que não existem coisas ‘inspiradas’ ou taxar todas como ‘falsificadas’.

Se você abrir seu guarda-roupa encontrará pelo menos uma peça da moda, que provavelmente foi criada por um estilista “X” e recriada por outras tantas.

Em meio à discussão, vale relembrar o caso entre Christian Louboutin e a brasileira Carmen Steffens. O motivo da discórdia é o uso da sola vermelha, marca registrada dos sapatos da Louboutin desde 2008. O designer também processou a Yves Saint Laurent pelo mesmo motivo.

Outro caso envolvendo uma marca brasileira foi o da 284. A badalada marca lançou uma linha de “it bags” de moletom e foi proibida de comercializar o modelo Birkin, cópia do original da Hermes.

A falta de proteção aumenta a inovação

Este contexto levantou o debate sobre o tema, principalmente com relação à necessidade e forma de proteção dos designs de moda.

Impossível não pensar em Lavoisier: “Nada se cria, tudo se transforma”

Alguns momentos “dejá vu” nas coleções brasileiras  de várias temporadas

Chanel Primavera 2009 X Claudia Simões Outono/Inverno 2010

Louis Vuitton Primavera 2009 X Maria Bonita Extra Outono/Inverno 2010

Estampa de Corações – Versace Primavera/Verão 2009 X Maria Bonita Extra Outono/Inverno 2010

Chanel Primavera/Verão 2010 X TNG Outono/Inverno 2010

MaxMara Outono 2009 X Acquastudio Outono/Inverno 2010

Balenciaga Outono/Inverno 2009/10 X Giulia Borges Outono/Inverno 2010

Rodarte for Men X Auslander Outono/Inverno 2010

 

Jill Stuart e Vitorino Campos (Foto: Divulgação e Getty Images)

Jill Stuart X Vitorino

Oscar de la Renta e Pat Bo (Foto: Getty Images e Divulgação)

Quando os estrangeiros se inspiram no Brasil

Issey Miyaki (1995) X Alceu Penna (1964)

Biquínis Rosa Chá esquerda e Louis Vuitton direita

Biquíni Rosa Chá X Louis Vuitton

O gatinho que miou falso

1. Os felinos nascem de uma coleção da estilista brasileira Cris Barros em agosto de 2006.

2. Miuccia Prada, estilista da grife Miu Miu, cria modelos semelhantes em 2009. A crítica se desmancha em elogios.

3. Em maio de 2010, reconhecidamente inspirada pelos miados de Miu Miu, a loja Zara leva às araras os mesmos gatinhos.

O vale-tudo das leis fez lojas, grifes e clientes inovar nas estratégias de lançamentos

Desfiles 3D
O último desfile da grife inglesa Burberry foi transmitido em 3D para vários continentes. E mais de 20 peças de sua coleção foram colocadas à venda na internet, enquanto as modelos ainda desfilavam.

Redes sociais
O estilista Christopher Bailey conversa com fãs no Twitter e Facebook, e até pediu conselhos sobre a maquiagem de um desfile. “Rosa-velho ou castanho?”, disse no Twitter.

Faz-tudo
Para ganhar tempo, a Zara controla a cadeia produtiva. Escolhe as roupas e, em vez de mandar a costura para a China, concentra quase 100% da fabricação na Espanha, próxima dos mercados.

Da rua
Hoje, a moda vem de pesquisadores que circulam pelas ruas em busca de tendências. As novidades surgem nas cidades e as grifes as copiam.

A prática às vezes acaba deixando as tendências parecidas.

 

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