Chanel 2018 entre a “Modernidade e a Antiguidade”

A Grécia Antiga por Karl Langerfeld em sua coleção Chanel Cruise 2017/18

O desfile aconteceu dia 3 de maio no Grand Palais, em Paris, com cenário reproduzindo a Acrópole de Atenas  inspirado na cultura da Grécia Antiga.

Chanel Cruise 2018 Grécia Antiga é a inspiração do verão da grife francesa – Veja os principais destaques e polêmicas!

Grécia à la francesa – Chanel Cruise 2018

Chanel Cruise 2018 Grécia Antiga é a inspiração do verão da grife francesa – Veja os principais destaques e polêmicas!

Depois da última coleção com um foguete da Nasa em ação, o futurismo da Chanel se curvou ao clássico.

Conforme  Karl Lagerfeld, esse é um momento de olhar para trás: “estou sugerindo voltar para avançar. Para criar o futuro, você precisa prestar atenção ao passado”.

E nada simboliza mais o passado que a Grécia Antiga.

O tema tem raízes na história da marca.

Gabrielle Chanel era fascinada pela por este período histórico e tinha a escultura de uma Vênus sem cabeça do século 1 A.C no centro de seu apartamento, em Paris.

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Em meio à 11 grandiosas colunas com sálvia e alecrim “crescendo” nas rachaduras e uma oliveira retorcida, surgindo das rochas, a Chanel, que  sempre mostra a coleção Cruise no país de inspiração (como fez com Havana e Dubai), montou o show na capital como forma de apoiar a cidade francesa em um período difícil.

Mitologia como fonte de inspiração

Nessa temporada, a mulher Chanel é uma deusa grega, representando força e feminilidade.

Chanel Cruise 2018 Grécia Antiga é a inspiração do verão da grife francesa – Veja os principais destaques e polêmicas!

Nas propostas “helênicas” muito branco, vestidos drapeados e acessórios dourados, tiaras e fitas no cabelo,

Os clássicos terninhos de tweed da Chanel foram substituídos por longos macacões esvoaçantes de um ombro só, vestidos drapeados de cintura bem marcada, camisas e calças com estampas de folhas de louro e conjuntinhos em crochê.

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Nos acessórios destaque para as  sandálias gladiadoras com salto de coluna.

Pinta com grandes chances de virar “mania”, mas o difícil vai ser segurar na panturrilha e no estilo.

Chanel Cruise 2018

 

A força das deusas

Uma solução para a cultura ocidental é se inspirar não mais nos humanos, mas nos deuses

A estilista francesa Madame Grès (1903 – 1993) teve sempre sua inspiração nas deusas gregas e sua produção da década de 1950 poderia se confundir com algumas peças encontradas nos museus.

As deusas gregas e suas inspirações na arte e na modaAs deusas gregas e suas inspirações na arte e na moda

Madame Grès (1903 – 1993)

Madame Grès nasceu  no início do século XX como Germaine Émile Krebs e mais tarde usou vários nomes como Marcelle Alix, Alix, Alix Grès, e Alix Barton. O nome Grès é mais uma criação sua, surgiu da adaptação do nome de seu marido de trás para frente, Serge.

É lembrada pelos vestidos drapeados.

Seus drapeados eram tão perfeitos que uma vez perguntaram como ela conseguia ”esconder” tantos metros de tecidos.

Entretanto, madame Grès não gostava de ser chamada de” a rainha dos drapeados”.

As deusas gregas e suas inspirações na arte e na modaAs deusas gregas e suas inspirações na arte e na moda

Dizia que quando criava uma roupa no manequim o tecido, quase sempre jersey de seda, deveria ficar do jeito que caía e com perfeição inigualável, aproveitava o movimento natural que o tecido fazia .

Pura alta costura

Suas roupas pareciam verdadeiras esculturas gregas e para ela o jersey de seda (sua matéria prima mais usada) era estudado e trabalhado como os mármores do olimpo por seus arquitetos.

A arte era a mesma, esculpir.

Sua cor preferida era o branco e todas as suas nuances.

As deusas gregas e suas inspirações na arte e na modaAs deusas gregas e suas inspirações na arte e na moda

Mulheres de Atenas

Ao contrário do que lemos nos livros e ouvimos nos cursos sobre Grécia antiga, que as mulheres não eram nada, nem cidadãs, elas tinham um papel preponderante na administração dos templos, dos ritos e festividade, das casas dentre outras atividades.

De fato, as mulheres não podiam falar nem votar nas assembleias, tampouco sentar-se em um júri diante de uma corte, mas através da arqueologia provou-se que elas tinham um importante papel nas atividades religiosidade e vida privada.

Deusas Gregas

As deusas gregas e suas inspirações na arte e na modaAs deusas gregas e suas inspirações na arte e na moda
Athena era a deusa patrona da cidade que leva seu nome. Deusa da sabedoria, do ofício, da inteligência e da guerra justa.

Artemis era a deusa da caça e da serena luz, a deusa casta (virgem) que mais inspirou os artistas e também conhecida como protetora das crianças.

Demeter era a deusa mãe, da fertilidade (protetora da agricultura), sempre encontrada com sua filha Persephone (ou Kore) que foi raptada por Hades que a levou ao subterrâneo – Demeter ficou tão afetada com o rapto da filha que ficou estéril e a terra conheceu o inverno com a devastação das colheitas. Quando sua filha retornava para visitá-la a terra florescia novamente.

Por fim, Aphrodite era a deusa da beleza e do amor que reunia todos os atributos de atração sexual e feminidade.

Campanha da Prada – Summer 2009

A Prada já apostou nas deusas e na mitologia grega.

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A Grécia antiga também foi inspiração de Victor Dzenk em sua coleção outono-inverno 2010.

Puxando por Baco, o Deus do Vinho, as estampas das peças flutuam por uvas e parreiras, em tecidos fluidos que deixaram as modelos com jeito de ninfas.